sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Capítulo 5

V
5 de março de 2011 (parte 1)
Giovanna: Estão mesmo lá fora!
Deixou o telemóvel cair e saiu a correr para a rua. Seguimo-la a grande velocidade. Estava bastante chuva, o que não a impediu de se colocar no meio da rua e começar a gritar.
Giovanna: O que queres que eu faça para nos deixares em paz! Ou então deixa a Carrie! Por favor! Que fizemos nós?!
Corri até ela e tapei-lhe a boca para que ela não conseguisse dizer mais nada.
Tânia: Que estás a fazer? (fui tirando a mão da sua boca lentamente)
Giovanna: Eles estão-nos a ver! (voltou a gritar) Eu faço o que quiserem!!
Vicky: Trá-la para dentro!
Tentei puxa-la mas ela vez força e soltou-se. Deixou-se cair sobre os joelhos no meio do chão e ficou ali a chorar. Juntei-me à Vicky junto à porta e olhámos em volta para ver se víamos alguém. Era difícil distinguir as formas da rua com aquela chuva, mas junto a um carro via-mos um género de vulto.
Tânia: Vê, ali à frente!
Vicky: É alguém!
Tânia: Vamos buscar a Gio!
Pegámos nela e arrastamo-la dificilmente para casa.
Giovanna: Porque é que não me deixaram ficar lá fora… Eles estavam lá, tenho a certeza… (suspirou e deixou-se cair no degrau das escadas)
Tânia: Porque estavam mesmo lá fora!
Levantou-se de repente e ficou com cara de espanto e de medo.
Giovanna: Estavam?
Vicky: Não sabemos… Podiam ser crianças a brincar…
Naquele momento olhámos para a Vicky e descontraímos por um bocado.
Tânia: Achas? Com esta chuva duvido muito que andem crianças a brincar na rua…
Rimo-nos um pouco, mas logo a seguir veio outra vez as preocupações e o medo de quem poderia estar lá fora e se ainda estavam a observar-nos.
Vicky: Não acham que é melhor avisar alguém que estamos a ser perseguidas?
Giovanna: E o que dizemos Vicky? Quem nos andam a ameaçar pelo o que fizemos à uns anos? Ainda nos culpam a nós!
Vicky: Mas já sabemos que ela está bem…
Giovanna: Mesmo assim. Não nos podemos esquecer do que aconteceu à Tânia. Nem sabemos se é por causa disso que nos andam a ameaçar.
Tânia: Meninas, já é tarde. Vamos ver se comemos alguma coisa e descansamos. Amanhã levantamo-nos cedo e falamos com a malta sobre a ideia de ir ao lago junto à casa da mãe da Vicky e do Danny e, vamos levar isto com calma.
Todas concordaram. Comemos e fomo-nos deitar.
***
Acordei novamente em pânico a meio da noite. A Vicky estava a dormir comigo e acordou com a minha agitação.
Vicky: Estás bem?
Tânia: Ah, sim. Ando a ter uns sonhos estranhos…
Vicky: Então?
Tânia: Não sei bem. Acordo sempre com a imagem de uma criança muito bonita, mas não a conheço…
Vicky: Não se preocupes, são só sonhos. Volta a dormir.
Tentei relaxar e deitei a minha cabeça sobre a almofada a tentar esquecer a pequena cara da criança dos meus sonhos.

Fui a primeira a acordar no outro dia. Levantei-me e comecei a chama-las.
Tânia: Meninas, andem, acordem.
Fui-lhes tocando nos braços e nas pernas à medida que me ia afastando da cama para sair do quarto.
Tânia: Estou lá em baixo à vossa espera.
Desci as escadas e fui até à sala onde me sentei à “chinesa” no sofá e liguei a televisão. Fiz zapping durante alguns segundos e só depois me lembrei de ir avisando os rapazes para a ida ao lago. Peguei no telemóvel e mandei uma mensagem a todos.
PARA: Danny; Harry; Tom
MENSAGEM: Olá! Espero que hoje os McFly não tenham nada para fazer que eu quero vocês todos em casa da minha tia para um dia no lago! Não digam que não, por favor. Confirmem e encontramo-nos lá antes da hora de almoço. Beijos. P.S: Avisem as vossas miúdas. (:

Passado pouco tempo obtive resposta de todos, menos a confirmação da “miúda” do Danny. Resolvi tentar ligar novamente à Georgia. O telemóvel chamou durante pouco tempo, a chamada foi cancelada. Naquele momento a preocupação que estava a ter por ela deu lugar a raiva, raiva pela atitude dela, raiva por fazer o meu primo sofrer e raiva por desistir sem pensar que nós todas também sofremos.
Giovanna: Bom dia!
Tânia: Bom dia meninas. Já avisei os rapazes, eles vão. Vamos andando e tomamos o pequeno-almoço pelo caminho.
Vicky: Sim, por mim tudo bem.
Giovanna: Falas-te com a Georgia?
Tânia: Tentei, mas a chamada foi cancelada.
Arranjámo-nos e fomos andando em direção a casa da minha tia, Parámos no café do costume para tomar o pequeno-almoço onde nos encontrámos com o Harry e a Izzy. Assim que pagámos, não fizemos serão e fomos de rumo a um dia para descontrair.
Assim que chegámos ficámos logo surpresos com a presença do Danny junto ao portão com o seu pai ao lado. Como sempre fomos recebidos com mil beijos e abraços da minha tia.
Kathy: Meus queridos, têm de me desculpar, mas não vou conseguir arranjar almoço. Estou muito atrasada. Peço imensas desculpas! Eu empresto-vos dinheiros e vocês vão almoçar ou pedem que vos tragam comer do novo restaurante chinês… Pode ser?
Tânia: Claro que sim tia! E não te preocupes com o dinheiro! (pisquei-lhe o olho e rodei o corpo em direção à malta) Como é, comida chinesa à “beira lago”?!
Todos: Pode ser!
Dirigi-me para longe do grupo onde se instalou uma grande confusão, peguei no telemóvel pronta a encomendar a comida. Notei que tinha uma mensagem e rapidamente abri-a. Era uma notificação de que o telemóvel da Georgia já estava disponível. Chamei as raparigas e coloquei a chamada em alta voz.
Tânia: Georgia?!
Outro: “Não. Quem fala?”
Tânia: É a Tânia. Como tem o telemóvel da Georgia?
Outra: “Essa rapariga vendeu-me o telemóvel e esqueceu-se do cartão, já lhe tentei devolver mas ela não quis… e agora desculpe mas tenho de desligar. Tenha um bom dia.”
A chamada foi cancelada e ficámos ali especadas sem dizer nada. Acompanhado com a nossa surpresa do outro lado da chamada apareceu o Danny.
Danny: Vocês já sabem alguma coisa da Georgia?
Tânia: Não! (respondi rapidamente)
Trocámos uns olhares frios, parecia que as raparigas queriam contar a verdade, mas não era capaz de fazer ao Danny, mas também custava-me muito mentir-lhe.
Tânia: Danny, depois fala-mos ok?! Vou encomendar a comida.
Danny: Ok. (foi-se afastando de nós e juntou-se ao resto dos rapazes)
Giovanna: Tânia!!
Tânia: Que foi?
Giovanna: Não lhe devias ter mentido!
Tânia: Que querias que dissesse?
Izzy: A verdade…
Tânia: Eu falo logo com ele, com mais calma e sem a vossa pressão sobre mim! Vamos preparando as coisas para almoçar.
Pegámos nas coisas e levámos para junto do lago onde íamos almoçar. Assim que acabámos de pôr a mesa chegou a minha tia carregada de sacos do restaurante chinês, instalámo-nos e almoçamos com a companhia de grandes gargalhadas, expecto pela parte do Danny.
Izzy: Olha, bolinhos da sorte!
Tânia: Eu abro o primeiro!
Peguei no bolo e fui abrindo-o para, ver a minha “sorte”. À medida que ia partindo o bolo sentia as migalhes por entre os meus dedos fazendo comichão, finalmente abri-o e desenrolei a mensagem. O sorriso com que eu estava a partir o bolo rapidamente desapareceu quando li a mensagem. Mesmo à minha frente, em papel e na comida tinha uma mensagem do/a “SSS”.

Tânia *

sábado, 26 de janeiro de 2013

Capítulo 4

IV
4 de março de 2011 (parte 3)

Danny: Acabou…
Não parava de repetir aquela palavra tão dolorosa, que naquele momento lhe devia estar a ferir o coração.
Tânia: Tem calma Danny… Queres que eu tente falar com ela?
De repente, aquela cara de triste, de confuso e de medo desapareceu para dar lugar a uma cara séria e rígida.
Danny: Não. Foi o desejo dela.
Virou-me as costas e desapareceu por entre os móveis e depois pelo jardim. Ainda corri atrás dele para o impedir, mas ele já estava dentro do carro pronto a arrancar.
Voltei para dentro e tentei assimilar tudo o que tinha acontecido. Nada estava a fazer sentido, muito menos as atitudes da Georgia. A única maneira de esclarecer tudo era falar com ela. Peguei no telemóvel e disquei rapidamente o seu número. Chamou várias vezes, e ninguém atendeu. Voltei a tentar e desta vez a chamada foi cancelada. O que quer que tenha sido, não queria atender a minha chamada.
Comecei a ficar preocupada e resolvi então falar com a Giovanna e contar o que se passava.
Giovanna: Estás a falar a sério?! Eles acabaram?!
Tânia: Sim.
Giovanna: Que deu na cabeça da Georgia??
Tânia: Não sei! Estava triste e de repente tornou-se má!
Giovanna: Será que ainda é por causa da Dona Mary?
Tânia: Não sei, mas penso que sim. Acho que ela sente-se culpada.
Giovanna: Mas culpada do quê?
Tânia: Não sei…
Giovanna: Hoje saio mais cedo e passo por casa dela, quando souber de alguma coisa aviso-te.
Tânia: Ok.
Atirei o telemóvel para o sofá e deixei-me cair sobre este. Olhei para as pequenas manchas de bolor que se estavam a formar no teto da minha sala, fixei-as, e, por segundos, apaguei, deixei que o cansaço tomasse conta de mim e esqueci-me de tudo. O vibrar do telemóvel de baixo do meu rabo fez-me abrir novamente os olhos. Peguei no telemóvel e atendi.
Tânia: Sim?!
Kathy: Tânia, minha querida. Estou-te a chatear?
Tânia: Ah, tia. Não, claro que não. Que se passa?
Kathy: É assim minha querida, estou encarregue de um lanche aqui em casa com o grupo de jardinagem em que eu ando, mas estou um bocado atrasada nas sobremesas. Achas que a Vicky podia passar ai e faziam as duas aqueles cupcakes maravilhosos que costumam fazer?
Tânia: Claro que sim!
Kathy: Então ela vai para ai agora depois vêm amanha. Venham todos e passem cá o dia. Tenho saudades de vos ver todos junto ao lago a pescar. (ouviu-se um riso abafado)
Tânia: (correspondi ao riso e continuei) Vou falar com eles. Até manha.
Não era o que me estava a apetecer, passar o resto da tarde a fazer cupcakes com a minha prima, mas era para ajudar a minha tia e talvez me fizesse descontrair.
Fui até à cozinha e preparei uma sandes para comer, fui preparando as coisas para a nossa tarde de cozinheiras e fui trocar de roupa. Enquanto esperei por ela ainda deu para mandar uma mensagem pelo e-mail à minha mãe, mentindo-lhe e dizendo que estava tudo bem.
Vicky: Chegou a melhor cozinheira!
Desci as escadas e fui ao seu encontro cumprimentando-a com um grande beijo.
Tânia: Desculpa desiludir-te, mas sou eu!
Vicky: Então, como vão as coisas, desde aquela atribulada noite?
Tânia: Não vão muito bem…
Vicky: Então?
Tânia: A Georgia passou-se e acabou tudo com o Danny.
Vicky: A sério?
Tânia: Sim… e agora não atende o telemóvel. A Gio vai passar por casa dela e depois diz-me qualquer coisa. Vamos começar?
Vicky: Sim!
Dirigimo-nos à cozinha e começamos a fazer os cupcakes. Como era para o grupo de jardinagem da minha tia, decidimos fazer as decorações com coisas de jardim.
Tânia: E contigo, como vão as coisas?
Vicky: Vão bem. Não recebi mais nenhuma mensagem, o que é bom.
Tânia: Sim, vai-te dando por sortuda, e eu também, que desde essa noite ainda não recebi nenhuma.
Tinha acabado de dizer “nenhuma” quando o meu telemóvel toca. Tinha uma mensagem.
DE: Giovanna
MENSAGEM: “Temos de falar urgentemente. Passo agora por tua casa. Gio”

Tânia: Era a Gio. Diz que vai passar agora por aqui.
Vicky: Vamos por estes no forno e tirar os outros e depois fazemos qualquer coisa para o jantar.
Fomos arrumando as coisas e encaixotar os cupcakes enquanto esperávamos pela Giovanna, finalmente quando chegou retiramo-nos todas para a sala.
Tânia: Que aconteceu? Falas-te com a Georgia?
Giovanna: Não. Não estava em casa, e o Danny disse que não pôs lá os pés as tarde toda.
Vicky: Como é que ele estava?
Giovanna: Nada bem… mas continuando, como ela não estava lá, passei por casa dos pais dela.
Tânia: E então?
Giovanna: Não sabem de nada, só me disseram que ela passou por lá para buscar uns documentos que se tinha esquecido em casa deles.
Tânia: Que documentos?
Giovanna: Não sei, mas os pais dela também não sabiam, notava-se que também estavam preocupados.
Tânia: O que é que ela estará a tramar?!
Giovanna: Não sei, mas tenho medo que não seja coisa boa…
Vicky: Não é que ela não merecesse… Depois do que ela fez ao meu irmão, só me dá vontade de a estrangular!
Giovanna: Calma Vicky, nenhuma de nós sabe o que ela está a passar…
Vicky: Por acaso sei. A minha avó também já morreu…
Giovanna: Mas não te sentiste culpada pela sua morte pois não?! A Georgia sente-se culpada.
Ficámos em silêncio com a ultima nota aguda que saiu da boca da Giovanna.
Tânia: Não vamos pensar de cabeça quente, já sabem que não nos leva a lado nenhum.
Vicky: Tens razão.
Giovanna: Desculpem se estou assim nervosa, mas isto está a dar cabo de mim! Como é possível alguém nos querer tanto mal?! Que raio nós fizemos???
Sentou-se no sofá da sala e deixou cair a cabeça para entre as pernas, onde se ouvia uns soluços.
Tânia: Tem calma… (sentei-me junto dela)
Subiu a cabeça para cima e limpou as lágrimas.
Giovanna: Hoje recebi mais uma mensagem…
Vicky: Que dizia? 
Giovanna: Se ainda andava a fazer planos para o casamento.
Tânia: A sério?! Vocês estão mesmo a pensar em casar-se?
Giovanna: Falamos nisso de vez em quando, mas não quer dizer que seja já! Nem eu quero já! Mas um dia mais tarde quero…
Vicky: Então não te preocupes…
Giovanna: Preocupo… porque ele, ou ela, diz que se eu continuar com estas ideias a Carrie é que paga… Eu não me importo de perder tudo, só não quero que a Carrie esteja mais envolvida nisto. Ela tem um futuro enorme pela frente. Só em dá vontade de ir lá fora e gritar que quero negociar.
Tânia: E o que te faz pensar que estão lá fora?
Giovanna: Porque mandaram-me essa mensagem no fim de eu me afastar da loja de noivas do shoping.
Nenhuma de nós teve reação às últimas palavras da Giovanna. Parecia mesmo que estávamos a ser observadas.
Um telemóvel tocou. Um arrepio subiu-me pelo corpo todo e chegou-me à cara e perdeu-se. Olhei para o meu e vi que não era ele. Uma sensação no estômago fez-me acalmar e voltar a sentar-me no sofá, juntamente com a Vicky que também já tinha visto o telemóvel.
Vicky: É o teu Gio…
Ela estava paralisada, ali no meio da minha sala. Piscou os olhos com força e pegou no telemóvel. Aproximamo-nos dela para podermos ler também a mensagem.
DE: sem número
MENSAGEM: “As três juntas?! Que altura tão boa para fazer uma festa! Ainda por cima já com os bolos feitos!”
Tânia *

sábado, 8 de dezembro de 2012

Capítulo 4


IV
4 de março de 2011 (parte 2)

Não me mexia, não pensava em nada. Estava paralisada. As outras raparigas já cruzavam olharas, mas eu não. Senti uma enorme vontade de chorar, de desistir de tudo, mas por outro lado sentia vontade de acabar com isto, ao fim ao cabo, não era só eu que estava a sofrer, tinha também de pensar nas raparigas.
Tânia: Ok, vamos manter a calma…
Vicky: Calma?! Alguém andou aqui dentro enquanto nós aqui estávamos, alguém matou a Mary, isto não é brincadeira!
Giovanna: Mas o que é que te vai servir estar assim, nervosa?!
Tânia: Oiçam. Todas nós já percebemos que isto não é nenhuma brincadeira de mau gosto, mas se nos enervarmos não vamos conseguir fazer nada e é isso que eles querem!
Georgia: E se fossemos falar disso para outro sítio?! Está aqui gente a mais na sala… (e dirigiu o olhar para a Sharon)
Carrie: Georgia, ela também foi ameaçada, tal como nós.
Georgia: E como é que sabes que ela não manda as mensagens para ela própria?!
Giovanna: Oh Georgia, poupa-nos!
Sharon: Parem! Parem e pensem por um minuto. Se alguém entrou aqui, entrou pela porta das traseiras, porque se fosse a da frente nós via-mos… então, Tânia, a Mary tinha que chave?!
Tânia: Hum… não tenho a certeza, mas acho que é a da frente.
Georgia: Então, o que quer que quisessem da minha avó não encontraram e por isso mataram-na.
Carrie: Ela já tinha visto quem era, quem andava a fazer isto.
Tânia: Estão a ver?! Agora mais calmas conseguimos trabalhar melhor.
Izzy: Bom, já é bem de dia. Acho que vou andando.
Giovanna: Sim, eu também. Anda Carrie.
Vicky: Beijos Tânia.
Giovanna: Tu ficas Georgia?!
Georgia: Sim. Depois vou com a Tânia ao funeral.
Tânia: Vai tomar um duche no meu quarto enquanto eu visto uma outra roupa.
Acabámo-nos de arranjar e saímos em direção ao meu carro. O tempo estava chuvoso, por isso fomos com umas capas de pelo preto para não passar-mos frio no cemitério.
Georgia: Vamos já direitas ao cemitério?
Tânia: Sim, mas temos de passar primeiro na florista.
***
Rebecca: Fico muito contente por teres vindo Georgia…
Georgia: Não ia faltar Rebecca…
Rebecca: Tânia, certo? (esperou que acenasse com a minha cabeça afirmativamente) A minha mãe trabalhava para ti, não era?!
Tânia: Sim.
Rebecca: Fico contente por terem aparecido, significa muito…
Georgia: Claro…
Rebeca, a filha da Dona Mary, começou a afastar-se de nós para saudar as outras pessoas. Não eram muitas, talvez pelo facto da Dona Mary ser uma pessoa reservada, parecia que a maior parte das pessoas que se encontravam de baixo dos chapéus-de-chuva junto à sua campa, eram familiares.
Tânia: Estás bem?
Georgia: Sim, só preciso que este dia acabe depressa.
Abracei-a para que ela não se sentisse sozinha. Mesmo com tudo o que se estava a passar, ela parecia estar razoavelmente calma. O tempo foi passando e deixamo-nos ficar para último.
Tânia: Vamos andando?! Está na hora de almoço…
Georgia: Sim, vai andando. Encontramo-nos do carro.
Obedeci às suas palavras e afastei-me dela em direcção ao carro, olhei várias vezes para trás e via a pequena figura alta e elegante da Georgia junto à campa da sua avó. Não sabia o que fazer para que ela deixasse de se sentir culpada, precisava de fazer alguma coisa para que ela acreditasse que não teve culpa de nada.
Coloquei a mão na mala assim que ouvi o som do telemóvel a suar perdido na mala.
Danny: “Até que em fim que alguém me atende! Porra! Tive a manha toda a tentar falar com uma de vocês e ninguém me atendeu! Estão de ressaca é??”
A voz irritada e zangada do Danny entrou-me rapidamente à cabeça sem me dar tempo de arranjar uma desculpa adequada.
Danny: “Onde estás? E onde está a Georgia?”
Tânia: Calma… ela está comigo.
Danny: “E está contigo onde?”
Tânia: É melhor ser ela a explicar-te…
Danny: “Explicar-me o quê? Que se passa? Ela está bem?”
Tânia: Sim. Olha, nós vamos almoçar em minha casa, passa por lá e almoças connosco.
Danny: Ok. Estou a ir.
Olhei para a Georgia e só via a sua figura muito desfocada acenei-lhe para que ela regressasse para junto de mim.
Tânia: O Danny ligou.
Georgia: Que lhe disseste?
Tânia: Nada. Que era melhor seres tu a contar. Ela vai almoçar connosco.
Georgia: Tu o quê? Eu não quero falar com ele!
Tânia: Porquê? Ele é o teu namorado!
Georgia: Não me apetece falar com ninguém! Leva-me para casa.
Tânia: Vai então só almoçar à minha casa…
Georgia: Mas não quero demorar. Se não me cruzar com ele melhor.
Entrou no carro e fechou a porta com força, mostrou o seu lado frio, naquele momento percebi que a menina simpática deixou de existir e tão rapidamente não ia voltar. Parecia que a sua calma de repente tinha desaparecido, parecia uma nova e fria, Georgia.
Fizemos uma viagem em silêncio, nem a música alegre que tocava no rádio nos fez descontrair, os nossos olhos ou pairavam na estrada ou focavam as pessoas nos passeios a fugir da chuva, nunca trocámos olhares até à chegada.
Georgia: Aquele é o carro do Danny. Deixa-me aqui, eu vou a pé.
Tânia: Não Georgia! Deixa de ser assim e enfrenta-o!
Saiu do carro e voltou a fechar a porta, mas desta vez ainda com mais força.
Fui entrando e já os encontrei os dois sentados na sala em silêncio. Subi as escadas para os deixar mais à vontade e fui até ao meu quarto. Deitei-me na cama e comecei a pensar em tudo o que se estava a pensar, tentava concentrar-me nos pormenores, mas estava-se a tornar cada vez mais difícil porque não deixava de pensar o que se estaria a passar com a Georgia para ela tratar assim o Danny. Voltei a tentar concentrar-me mas fui interrompida por um bater forte da porta. Esperei um pouco e não conseguia ouvir nada, resolvi descer as escadas. À medida que colocava um pé no degrau o meu coração saltava, estava ansiosa para saber quem tinha ficado em silêncio na minha sala. Finalmente, quando acabei de descer dirigi-me à sala e encontrei o Danny em pé junto à janela, estava tão paralisado que nem deu pela minha presença.
Tânia: Danny, estás bem?
 
Como de esperar, não obtive resposta. Aproximei-me calmamente dele e coloquei a minha mão sobre o seu ombro.
Tânia: Danny… fala para mim… que aconteceu?
Umas pequenas palavras começaram a sair da sua boca em forma de soluços. Esperei até compreender melhor.
Danny: Acabou.

Tânia *

sábado, 15 de setembro de 2012

Capítulo 4

IV
4 de março de 2011 (parte 1)
Olhámos umas para as outras e engolimos em seco.
Izzy: Tens a porta fechada?!
Fui a correr para a cozinha e atrás de mim vinham todas as raparigas a correr.
Georgia: Está aberta!
Fechei-a rapidamente e olhei para elas, engoli novamente em seco. Corri para a outra porta, fechei-a e juntamente com ela as janelas.
Vicky: Achas que alguém entrou?!
Giovanna: Vamos subir e ver…
Tânia: Levem isto! (peguei rapidamente nas facas que se encontravam no faqueiro) Levem!
Giovanna: Achas que é necessário?!
Tânia: E tu?! Achas que é necessário?!
Nenhuma respondeu, a Georgia aproximou-se de mim e pegou numa nas facas.
Georgia: Vamos lá acabar com isto.
Começamos a subir silenciosamente. Ninguém sabia com o que estávamos a lidar, tínhamos todas medo do que poderíamos encontrar ao subir as escadas, o que nos podia acontecer.
Cada passo que dávamos soava um som diferente na madeira, agarrávamos com mais força as facas, como se fossem elas a nossa salvação. Parecia um filme de terror. Algumas janelas estavam abertas e as cortinas dançavam ao som do vento. As nossas mãos tremiam, acabava por parecer estranho estrarmos na minha própria casa com facas na mão, e isso deixava-nos ainda mais nervosas.
Izzy: Não é melhor chamar-mos a polícia?
Tânia: E quando chamar-mos?! O que dizemos?!
Continuámos a caminhar pelo chão de madeira, as tábuas no chão continuavam a fazer barulho que ecoava pela casa inteira. Fomos abrindo as portas enquanto fazíamos uma pequena revisão a casa divisão do andar de cima.
Carrie: Não está cá ninguém!
Finalmente o batimento do meu coração abrandou, deixei o braço encostar-se às pernas e senti o frio d faca. O nosso olhar acalmou-se e, lentamente, fomos descendo para a sala.
A Georgia foi-se a aproximando de mim com aquele olhar desconfiado.
Georgia: O que é que vamos fazer com ela?!
Tânia: Não sei.
Georgia: Vou fazer queixa dela à polícia!
Tânia: Não! Não temos a certeza se foi ela e para além disso precisamos dela, só ela é que nos pode dar as respostas!
Georgia: Sim, e no fim mata-nos!
Tânia: Não! Claro que não! Vamos decidir o que fazer com ela, mas todas juntas.
Chegámos à sala e instalamo-nos nos sofás vazios. Estávamos mais calmas, já tínhamos pousado as facas e agora o nosso olhar já só caia sobre a Sharon.
Georgia: Porque é que a matas-te!
Tânia: Calma Georgia!
Sharon: Eu não matei ninguém!
Tânia: Nós fartamo-nos de procurar-te! Nunca mais ouvimos falar de ti!
Sharon: Vocês sabiam que era o meu último dia em Portugal e Londres. Foi na noite dos meus anos para a África.
Giovanna: Quando é que chegas-te?
Sharon: Há cerca de uma semana.
Tânia: Porque é que nunca vieste ter connosco?
Sharon: Porque vos queria fazer uma surpresa, percebi o quando fui estupida e mimada por não ter voltado a falar com vocês, mas estava, de uma certa forma, revoltada e chateada. Mas quando finalmente resolvi ir ter com vocês, comecei a receber umas mensagens estranhas. Reparei que se estava a passar alguma coisa, até mesmo em minha casa, notava coisas diferentes, então, antes de ir ter com vocês resolvi investigar primeiro sozinha. Como sabia que a Dona Mary tinha a minha chave de casa, resolvi ir lá para saber se ela tinha ido a minha casa ultimamente…
Georgia: Então resolves-te ir lá e mata-la!
Sharon: Não, claro que não! Fui lá algumas vezes durante o dia, mas nunca a encontrei, então resolvi ir lá à noite. Quando me aproximei da porta para entrar senti uma pancada na cabeça e fiquei inconsciente, acordei no meu carro.
Carrie: Estás a dizer que alguém te atacou e que te voltaram a pôr no carro?!
Sharon: Sim.
Giovanna: Como é que é possível?! Quem é que te atacou?!
Sharon: Não sei, não consegui ver nada. Quando acordei e fiquei consciente, tive medo e fui para casa.
Georgia: Não te ocorreu que a pudessem ter magoado?!
Sharon: Sei lá! Naquele momento só queria fugir, tinham-se batido, achas que ia voltar atrás?!
Não obteve resposta de nenhuma das raparigas. O silêncio pairava na sala, que der repente transformou-se numa sala de interrogatórios onde no centro do teto só estava uma lâmpada a tremelicar.
Sharon: Comecei a perceber que não era nenhuma brincadeira e que estava a lidar com pessoas violentas, então chamei o meu namorado para me acompanhar, e foi assim que vos encontrei.
Estávamos todas a olhar para ela como se nunca a tivéssemos visto. Estávamos cansadas, olhei para o relógio sobre um dos móveis da sala e marcava 1:07h.
Tânia: É tarde. Meninas, vão buscar qualquer coisa à cozinha para comer, estejam à vontade e ponham-se confortáveis. Vou lá a cima tomar um ducho rápido.
Subi e fui tomar banho. Sabia-me bem sentir os pingos do chuveiro a escorregarem-me pelas costas. Vesti uma roupa simples e confortável. Fui até ao guarda joias para por uns brincos pequenos quando me deparo com o fio. Desci as escadas a toda a velocidade e fui para a sala, onde elas estavam com montes de comida sobre a pequena mesa.
Tânia: Alguém chegou a entrar dentro de casa!
Vicky: O quê?!
Tânia: O meu fio estava no guarda joias!
Vicky: Isso é bom…
Tânia: Não, porque à pouco, antes de sair-mos para casa da Dona Mary, o fio não estava lá!
Georgia: Foste tu! Assim que chegas-te colocaste-o lá em cima! Admite Sharon!
Sharon: Como é que fui eu se estive sempre aqui amarrada?!
Giovanna: Calma! As duas! Tânia, tinhas a certeza de que ele não estava lá?
Tânia: Sim, foi por isso que fomos a casa da Dona Mary.
Giovanna: Então alguém entrou, mas já não está cá, não está cá ninguém. (a Giovanna era a única que nos conseguia acalmar) Estamos todas cansadas, vamos comer qualquer coisa e ficamos todas por aqui.
Começamos a abrir os pacotes de batatas fritas e os sumos. O som da nossa boca a mastigar as batatas abafou qualquer som existente na rua.
Tânia: Nós tentámos contactar-te… (dirigi-me à Sharon)
Sharon: Eu sei. Mas nessa altura eu não queria falar com vocês…
Carrie: Porquê?! Deixaste-nos preocupadas!
Sharon: Porque vocês sabiam que era a minha última noite em Portugal e não foram capazes de fazer nada!
Georgia: Nada?! Nós preparámos-te uma surpresa!
Sharon: Que surpresa! Passei a noite do meu aniversário sozinha…
Georgia: Sozinha?! Como?! Nós fomos-te buscar e levamos-te para a surpresa!
Sharon: Não, não me parece, se eu não eu lembrava-me…
Izzy: Calma lá! Estás a dizer que não eras tu que estava connosco naquela noite?!
Sharon: Não, eu não era!
Tânia: Então quem era?!
O silêncio foi a principal arma usada naquele instante, não tínhamos uma única reação, nem os olhares se cruzavam, só o som dos telemóveis em sinfonia é que deu ambiente à sala. Fui a primeira a pegar no telemóvel, em seguida começaram ela, a medo, também a pegar. Antes de abrir-mos as mensagens, cruzamos os primeiros olhares daquela noite. Era como se já esperássemos de quem era a mensagem, só não sabíamos o seu conteúdo.
DE: sem número
MENSAGEM: “Então?! Gostaram da surpresa?! Gostaram da minha companhia naquela noite, ou preferiram a de hoje?! –SSS”
 Tânia *

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Capítulo 3

Olá a todos os leitores do meu pequeno blog! :D
Queria desde já agradecer por todos os comentário, muito obrigada (:
Vou partir para um pequena viagem até ao nosso país vizinho, Espanha. Vou passar uma semana a Benidorm, por isso, mesmo antes de partir, deixo-vos aqui este capítulo e, espero que gostem, assim que voltar vou tentar publicar rapidamente!
Beijinhos e um bom resto de férias (:


III
3 de março de 2011 (parte 3)

Giovanna: Não é possível…
Tânia: Como é que ela está aqui?!
Georgia: Eu vou matá-la!
Dirigimo-nos rapidamente até à Georgia para impedi-la de fazer alguma asneira da qual mais tarde se iria arrepender.
Giovanna: Calma Georgia.
Georgia: Eu disse que era ela que estava por detrás disto tudo!
Tânia: Não temos a certeza de nada.
Georgia: Não?! Então porque é que ela vos atacou?
Giovanna: Não sei, mas temos de descobrir de alguma maneira e o mais rapidamente possível., mas não vamos fazer nada de radical, não temos a certeza de nada.
Tânia: Vamos atá-la e levamo-la para a minha casa!
Giovanna: Eu acabei de dizer para não fazermos nada de radical!
Tânia: Ela também nos atou!
Georgia: E as raparigas?! Vão entrar em choque.
Giovanna: Mais tarde ou mais cedo elas tinham de descobrir, até porque alguma dela também já pode ter sido ameaçada.
Georgia: Mas agora acabou! Nós temo-la aqui! (disse, acabando de a amarrar) Vamos levá-la e esclarecer tudo!
Saímos pela mesma porta que entramos mas desta vez fechamo-la para que ninguém voltasse a entrar.
Dirigimo-nos até ao carro, parecia rude, mas colocamo-la no porta bagagens.
Georgia: Se foi ela que matou a minha avó, eu mato-a!
Giovanna: Calma, podemos descobrir tudo a partir dela.
Tânia: Trouxeste a mala dela?
Georgia: Sim, está aqui.
Pegámos na mochila e começamos a sacudi-la para ver o que estava no seu interior, finalmente caiu sobre o banco o telemóvel.
Tânia: Vê as mensagens!
Georgia: Hum… Não tem nada, só de um tal Jay…
Giovanna: E o que dizem?!
Georgia: Nada que nos ajude.
***
Tânia: Ajudem-me a tirá-la!
Abri a porta bagagens e lá estava ela, deitada sobre uns cobertores velhos, amarrada e ainda inconsciente.
Giovanna: Ora, isto é uma imagem que nunca vou conseguir tirar da minha cabeça.
Tânia: Parecemos umas criminosas…
Georgia: Se foi ela, merece!
Ficámos paralisadas a olhar para a Georgia, sabia-mos que estava a passar um mau bocado, mas estava-se a tornar fria, não parecia a menina alegre que todos conhecem.
Giovanna: Onde é que a vamos pôr?
Tânia: Na sala.
Giovanna: Na sala?!
Georgia: Claro! É para ela falar uma só vez e à frente de todas!
Carrie: Posso entrar Tânia?!
Tânia: Sim Carrie, estamos na sala.
Carrie: Boa noite… O que é que ela está aqui a fazer??
Giovanna: Ainda não sabemos…
Carrie: O que se passa?! Porquê é que ela está amarrada?!
Giovanna: Ainda não sabemos nada… Esperamos até ela acordar para lhe fazer-mos todas as perguntas.
A campainha tocou algumas vezes, anunciava a chegada de mais alguma rapariga. Dirigi-me para poder abrir a porta.
Vicky: Linda brincadeira…
Tânia: Hey! Que brincadeira?!
Vicky: A mensagem…
Tânia: Que mensagem?!
Num movimento desconfiado, puxou o telemóvel do pequeno bolso das calças justas de ganga.
Vicky: Esta… (girou o pulso para que eu pudesse ver a mensagem)
DE: sem número
MENSAGEM: “Festinha com as amiguinhas para se vingarem de mim?! Não me parece! Ainda bem que mudei os meus planos! Tem cuidado! –SSS”
Tânia: Não fui eu!
Vicky: Só a minha mãe é que sabia da festa, e ela mal sabe ligar o telemóvel quanto mais mandar uma mensagem!
Tânia: Mas é por causa desse tipo de mensagens que nos juntámos hoje…
Vicky: Mas qual tipo de mensagens?!
Tânia: Essas assim, ameaçadoras…
Vicky: Em que é que elas estão metidas Gio?! (dirigiu-se para a Giovanna porque já sabia que ela não é de brincadeiras)
Giovanna: É verdade Vicky…
Tânia: Vai andando para a sala, esperamos pela Izzy e depois eu conto-te tudo.
Vicky: Como é que ela está aqui??
As ultimas palavras foram agudas e altas o que provocou um grande eco na sala que fez com que a espécie, de prisioneira, começasse a abrir os olhos. A pouco e pouco os olhos iam abrindo cada vez mais. Estávamos todas em roda dela para ver a sua primeira reação. Quando se deparou amarrada, deu um pequeno salto e tentou soltar-se.
Vicky: Meninas, temos de a soltar!
Georgia: Não! Antes tem de nos dar algumas respostas…
Continuava a tentar soltar-se e ao mesmo tempo soltava uns grunhidos à espera que alguém a soltasse.
Vicky: Meninas…vão deixá-la assim?!
A Vicky não estava a gostar, também porque não conhecia a história toda, talvez porque ainda não tivesse passado pela mesma experiencia que eu, ou a Georgia.
Izzy: Posso?! (foi-se aproximando de onde vinham os sons) Boa noite! (olhou em volta e deparou-se com ela amarrada na sofá) Que se passa aqui?!
Tânia: Está na hora!
Esperei que se colocassem confortáveis e notava que algumas delas estavam com uns grandes pontos de interrogação na cabeça.
Tânia: vou tentar resumir, porque tudo isto é uma confusão… Todas vocês conhecem o nosso passado, pois bem, para que ele está a voltar.
Vicky: Pois, essa parte já percebemos, ela está aqui! Já agora, como é que ela apareceu aqui?
Giovanna: Tem calma Vicky! Tu recebeste uma mensagem anónima, eu, a Georgia e a Tânia também recebemos, nós acreditamos que quem nos manda essas mensagens é aqui esta menina!
Vicky: Ela?! A sério, ela?!
Ouvimo-la a fazer casa vez mais barulho. Queria tirar-lhe a cola da boca e ouvir o que tinha para dizer, mas tinha medo, tinha medo de ouvir o que ela tinha para dizer.
Georgia: Não é só mensagens… Ela mandou-me uma a ameaçar a minha avó, mas eu ignorei e no outro dia a minha avó estava… morta.
O silêncio instalou-se na sala, mesmo da parte da nossa prisioneira, não houve um único som.
Tânia: Algo se está a passar. Mas vai acabar porque temos aqui a pessoa causadora de todo este sofrimento que se prolongou demais.
Vicky: Não estou a perceber nada! Como é que a tua avó morreu, se eu tive com ela à pouco tempo?!
Georgia: Não é essa minha avó, mas sim a minha avó biológica, a empregada da Tânia.
Vicky: A Dona Mary?!
Tânia: Sim…
Izzy: Então, estão-me a dizer que ela, (e e olhou com toda a raiva para o sofá) anda a matar pessoas e o mais certo é querer matar-nos?!
Tânia: Não sabemos, mas talvez…
Desta vez deu um grito bastante grande, estava revoltada e rebolava no sofá a tentar soltar-se. A curiosidade era cada vez maior, mas havia um grande receio de ouvir as primeiras palavras que ela iria dizer, como se fossem definitivas. Olhei para as raparigas e conseguia perceber que, mesmo no meio daqueles olhares desconfiados, estavam a começar a perceber, então, resolvi soltá-la.
Sharon: Não fui eu!!
Estávamos todas a olhar para ela, ninguém dizia nada, mas não parecia que ninguém queria acreditar nela.
O som de um telemóvel espalhou-se pelo ar, logo de seguida outro, e outro, e outro, todos os nossos telemóveis tocaram, quase em sinfonia, até mesmo o da Sharon. Com grande medo começamos a carregar nas teclas e abrir as mensagens. Peguei também no telemóvel da Sharon para poder verificar qual era a sua mensagem.
Estávamos todas a olhar fixamente para os telemóveis, cruzei por instantes o meu olhar com a Sharon, notei no seu olhar medo, o mesmo medo que senti em Portugal. Finalmente estávamos todas a ler a mensagem.
DE: sem número
MENSAGEM: “Morderam o isco? Gostaram de encontrar a assassina? Quem é amigo/a! Podiam era ter convidado para a festa! Não gostei de ficar de fora, mas talvez ainda apareça! –SSS”
 Tânia *